domingo, 30 de setembro de 2007

Alimente seu sistema imune


Consumir zinco é uma maneira eficaz de fortalecer as defesas e diminuir o risco de várias doenças

Imagine uma batalha na qual os soldados enfrentam o inimigo com escudo esburacado. Munidos tão precariamente fica difícil partir para o ataque e, ainda por cima, vencer a guerra. Cena parecida pode acontecer em seu organismo se você não estiver com as doses de zinco em dia. “Quando falta o mineral, as células de defesa têm sua função prejudicada”, diz a alergologista Ana Paula Moschione, da Sociedade Brasileira de Alergia e Imunopatologia. Daí, abrem-se brechas para a entrada de verdadeiros aproveitadores da situação — vírus, por exemplo.

De família ilustre, o zinco integra o clã dos sais minerais e é parente dos famosos cálcio e ferro.
Apesar de menos conhecido, não é menos importante. Aliás, pelo contrário. “O zinco atua em cerca de 300 reações essenciais para a saúde”, conta a nutricionista Sílvia Cozzolino, da Universidade de São Paulo (USP). Não há dúvida, porém, de que um de seus mais nobres papéis é mesmo o de participar da maturação dos linfócitos (veja no infográfico ao lado). Entre outras coisas, esse grupo de células do sistema imunológico é capaz de derrotar microorganismos e barrar encrencas como gripes e resfriados.

E A VITAMINA C?

A maioria dos médicos concorda: ela é de fato uma ótima protetora do organismo. Grande parte do mérito vem de seu efeito antioxidante. “A atividade do sistema imune libera uma imensa quantidade de radicais livres”, conta o cardiologista Ronaldo Leão Abud, da Sociedade Brasileira de Medicina Ortomolecular. “Esses radicais podem deteriorar as próprias células do sistema imune”, continua. A vitamina C, portanto, ajuda bastante ao não deixar que essas moléculas prejudiquem o batalhão de defensores.

TURMA DE OPORTUNISTAS

Ela é liderada pelos vírus, microorganismos incapazes de se multiplicar sozinhos que se aproveitam de qualquer fragilidade do corpo para dominar suas células e, ali, se reproduzir. Aí, causam indisposição, tosse, diarréia, espirros, dores... As viroses que mais perturbam quando o clima esfria são a gripe e o resfriado. A primeira é causada pelo vírus infl uenza, que, transportado pelo sangue, viaja por todo o corpo. Nos olhos causa ardência. Nos músculos, aquela sensação de quebradeira da cabeça aos pés. O nariz se entope, a febre é alta, a garganta dói — e oportunistas ainda piores, como as bactérias da pneumonia, podem se aproveitar da crise. Já o resfriado provoca um mal-estar mais brando e pode ter diversos tipos de vírus envolvidos — em geral os rinovírus, os coronavírus e os adenovírus são os principais culpados.

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