terça-feira, 12 de agosto de 2008

Enfermagem tem mais cursos fracos


Nove faculdades paranaenses da área tiveram nota baixa no Enade e passarão por avaliação do MEC

Os cursos de enfermagem foram os campeões em problemas entre as faculdades do Paraná avaliadas pelo Ministério da Educação. Dos 29 cursos do estado que tiveram nota 2 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), divulgado pelo MEC, sete são para formação de enfermeiros. O Enade dá nota de 0 a 5 para as graduações, de acordo com o desempenho de seus alunos.

Quem tira nota até dois precisa passar por um monitoramento mais próximo do ministério. No total, um quinto das faculdades de enfermagem paranaenses precisará passar pela segunda fase de avaliação do ministério.

Todos os nove cursos de enfermagem que foram mal avaliados pelo MEC pertencem a instituições privadas de ensino. Na outra ponta do ranking, um único curso da área conseguiu nota máxima no Paraná: trata-se da faculdade de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina - uma insituição pública.
O dado é preocupante porque a maior parte dos enfermeiros formados no Paraná saem de faculdades particulares: há apenas cursos públicos no estado e cerca de 80% dos profissionais formados no Paraná se graduaram em faculdades e universidades privadas.

O resultado não se restringe aos cursos de enfermagem: o relatório do MEC divulgado nesta terça-feira em Brasília mostra o desempenho de cursos de três áreas do conhecimento: ciências da saúde, serviço social e ciências agrárias. Todos os sete cursos do Paraná que tiraram nota máxima são de instituições públicas de ensino – Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Já entre os 29 cursos que tiraram a menor nota, apenas um está em universidade pública, que é o curso de Medicina da UEL. Todos os outros 28 são de instituições particulares.

Faculdades reclamam de alunos

Algumas instituições de ensino do Paraná afirmam que o mau desempenho de certos cursos no Enade se deve à falta de comprometimento dos estudantes com a prova. É o que diz o pró-reitor de graduação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Robert Carlisle Burnett. Segundo ele, o Enade só teria importância para os alunos se a nota pudesse ser colocada no verso do diploma ou no histórico escolar deles. “Sem isso, muitos estudantes fazem a prova sem comprometimento”, afirma. “Se os alunos não se comprometem, são eles que serão prejudicados. Por isso acredito que o MEC deveria exigir que a nota aparecesse no diploma e fosse cobrada pelas empresas”, diz.

Retirado do site:

Um comentário:

rodrigo disse...

Enfermeiro Rafael Vidal gostei muito sobre a abordagem do atendimento pré hospitalar muito boa colidade o curso oferecido para profissionais que gostam dessa área. Uma boa noite.