terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Câncer de próstata pode atingir mais os homens sexualmente ativos

Jornal do Brasil

LONDRES - Homens que são mais sexualmente ativos em seus 20 e 30 anos de idade correm um risco maior de desenvolver câncer de próstata, sugere uma pesquisa.

A equipe da Universidade de Nottingham estudou a frequência sexual, ou de masturbação, de 800 homens. E concluiu que aqueles que eram mais ativos enquanto jovens tinham mais chances de desenvolver câncer no futuro.

Os pesquisadores disseram que altos níveis de hormônios sexuais poderiam levar a um maior impulso sexual e ao tumor, informou a revista BJU International.

No Reino Unido, o câncer de próstata é o mais comum nos homens: mais de 30 mil novos casos são diagnosticados por ano. Esse tipo de câncer afeta a glândula prostática, que encontra-se perto da bexiga e produz um componente do sêmen.

A equipe da Nottingham, liderada por Polyxeni Dimitropoulou, recrutou mais de 400 homens diagnosticados com câncer de próstata, e depois compararam suas respostas às de 409 homens que acreditavam estar livres da doença.

Assim como foram questionados sobre quantas vezes tiveram atividade sexual desde a puberdade, foram perguntados sobre quantos parceiros sexuais tinham tido e se haviam sido diagnosticados com alguma infecção sexual.

A proporção de ambos os grupos foi aproximadamente a mesma: 59% disseram que tinham atividade sexual 12 vezes ao mês ou mais em seus 20 anos, caindo para 48% em seus 30 anos, 28% na faixa dos 40 e 13% em seus 50 anos.

Cerca de 2/5 do grupo de câncer de próstata tiveram seis ou mais parceiras, comprado com menos de 1/3 do grupo sem câncer.

Risco de freqüência

Houve também uma diferença entre os homens que se masturbavam ou faziam sexo com maior frequência, com 40% dos homens no grupo de câncer tendo atividade sexual 20 vezes por mês ou mais em seus 20 anos, comparado a 32% do grupo sem câncer.

A lacuna entre os dois grupos diminuiu com os homens de idade, sugerindo que a diferença era maior na idade mais jovem.

– O que fez o nosso estudo se destacar das pesquisas anteriores é que focamos num grupo etário mais jovem que o normal e incluímos tanto as relações sexuais quanto as masturbação em vários estágios da vida dos participantes – explicou Dimitropoulou.

Ele disse que era possível que os altos níveis de hormônios sexuais em alguns homens eram responsáveis pelo impulso sexual em seus 20 anos e 30 anos, e pelo desenvolvimento de câncer mais tarde.

– Os hormônios parecem desempenhar um papel chave no câncer de próstata e é muito comum tratar homens com terapia para reduzir os hormônios através da estimulação das células cancerígenas – disse Dimitropoulou.

Fonte: http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/01/27/e270125141.asp


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Conheça o site do Museu Nacional de Enfermagem Ana Néri

O Museu

Apesar da evolução da Enfermagem, nos últimos anos, com o surgimento de novas técnicas e com a implantação de novos procedimentos utilizados nos desenvolvimento de sua prática, algo parece intocável: a essência do cuidar.

Desde as técnicas rudimentares utilizadas por nossos ancestrais, passando pelos primeiros socorros prestados por Ana Néri na Guerra do Paraguai, até às evoluções científicas atuais, a enfermagem preserva, nos dias de hoje, a dádiva da solidariedade.

Por isso, o Museu Nacional de Enfermagem Ana Néri - MuNEAN - trará ao público, não apenas a trajetória de uma evolução tecnológica deste ofício no Brasil e no mundo, mas evidenciará o caminho percorrido por profissionais que, por possuírem uma característica que a difere das demais profissões, demarcaram a história da solidariedade universal com o simples e verdadeiro dom do cuidar.

Concebido para compor um espaço único, o Museu Nacional de Enfermagem Ana Néri assumiu o compromisso de, mais do que meramente preservar a história da enfermagem, fomentar cada passo do processo evolutivo da profissão rumo ao futuro.

A expografia e as atividades do Museu serão desenvolvidas com enfoque em diversos públicos, incluindo portadores de deficiência visual, auditiva e locomotora. A exposição do Museu possibilitará ao visitante uma apreensão geral das práticas relativas à enfermagem ao redor do mundo, desde os seus primórdios. Técnicas, crenças e personagens, com suas devidas particularidades, serão retratados cronologicamente à medida que pontuam a sua presença na história, culminando com o estabelecimento, a partir do século XVIII, da enfermagem como profissão.

O MuNEAN possui como principal objeto de trabalho a Enfermagem brasileira, contudo para uma melhor compreensão da história e características desta profissão no Brasil, a exposição de longa duração iniciará com um panorama geral da história da Enfermagem no mundo.

Será apresentada a trajetória da arte de cuidar e curar, inerente ao instinto humano primitivo, desde o momento em que se torna uma profissão, se transforma na Enfermagem moderna sob a influência de Florence Nightingale, e avança cientificamente e tecnologicamente para o século XXI. Conheceremos também características e marcos da Enfermagem em diversas regiões do mundo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

BANCO DE LEITE SÓ TEM UMA DOADORA EM RIO BRANCO


Todos os dias pelo menos uma criança nasce de forma prematura na Maternidade Bárbara Heliodora. A atenção para que a nova vida continue se desenvolvendo fora do útero da mãe é redobrado, exigindo até que o bebê seja encaminhado à UTI Neo Natal, onde permanece de um a três meses.

É nesse período que a criança mais necessita do leite materno e nem sempre a mãe, por não produzir leite ou por ter alguma doença, consegue suprir a necessidade do filho. Entra aí a ação do Banco de Leite – que funciona hoje no Hospital da Criança – com o objetivo de manter um estoque razoável de leite materno.

“O problema é que já faz algum tempo que não conseguimos doadoras para alimentar essas crianças. Atualmente temos apenas uma voluntária”, disse a enfermeira do Banco de Leite, Neide Rodrigues.

A válvula de escape encontrada pela equipe do banco foi visitar todos os leitos da maternidade em busca de voluntárias, o que tem surtido efeito positivo, mesmo que temporário. “São doadoras que nos ajudam enquanto estão internadas, mas depois que vão para casa param de doar”, lamenta a enfermeira.

Mulheres interessadas em fazer doação de leite materno, podem procurar o Banco de Leite, Hospital da Criança, munidas de exames feitos durante a gravidez com resultados negativos para doenças como Aids e Hepatite. Depois disso ela não precisa mais ir ao hospital, basta entrar em contato com a equipe do Banco de Leite que a doação será buscada em casa.

“Nós levamos a máscara, o gorro e o frasco para armazenar o leite, a mãe não precisa se preocupar com esses materiais”, ressalva a enfermeira.

Ela explica ainda que estão aptas a doar leite toda mulher saudável com excesso de leite e que não usem medicamentos que impeçam a doação. Vale lembrar que o leite humano é importante para todos os recém-nascidos. Ele alimenta e protege o bebê contra diarréia, infecções respiratórias, diabetes e alergias.

ENFERMEIROS PROMOVEM PALESTRA CIENTÍFICA NA UEA


Enfermeiros do Curso de Pós-Graduação em Estomaterapia da UEA promovem na próxima terça,dia 20, a III Reunião Científica em Estomaterapia: A mobilização passiva de pacientes com déficits neurológicos. As palestras serão no auditório da Escola Superior de Ciências da Saúde, Avenida Carvalho Leal, Cachoeirinha. Além da promoção da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), o evento tem o apoio da Cooperativa dos Enfermeiros Intensivistas do Amazonas (Coopenfint), e da Associação Brasileira de Estomaterapia (Sobest).

O Enfermeiro Paulo Sérgio, pós-graduando em Estomaterapia, e a Fisioterapeuta pneumofuncional, professora Joselaine Dantas serão os palestrantes na noite, que terá início às 18h30m, e as inscrições, que tem como público-alvo profissionais e acadêmicos de saúde, podem ser feitas na secretaria de Pós-Graduação da UEA, pelos telefones (92) 3214-9702 e 8818-1720, ou pelo e-mail vanessaenfermeira@yahoo.com.br sendo que as vagas são limitadas. Haverá entrega de material no local, bem como de certificado de participação.

De acordo com o site da Sobest (http://www.sobest.org.br/), o curso de Estomaterapia, que teve início no dia 06 de outubro do ano passado, é inédito em toda a região Norte, ou seja, essa será a primeira turma de enfermeiros especialistas. Ainda segundo o portal, a região norte é a mais carente do país nesta área, possuindo somente sete enfermeiros pós-graduados em escolas referendadas pela Sobest, e credenciadas pelo World Council of Enterestomal Therapists (WCET). Portanto, é uma região que necessitava urgentemente de um curso formador, para capacitar os enfermeiros para prestarem os cuidados avançado.

Para a atual presidente da Coopenfint, Suzany Teixeira, o início deste curso, além de um sinal de alerta, trás um novo rumo para o tratamento de feridas, estomas e incontinências na capital do Amazonas. “Vivemos em uma cidade com uma população muito grande, e a cada dia o número de pessoas que chegam aos hospitais com ferimentos, desde os mais simples, aos mais graves, aumenta. O fato é que Manaus não possui um local adequado, um ambulatório para tratar esses pacientes, e isso é de responsabilidade do município, que cuida da rede básica de saúde. Mas não basta existir uma unidade, tem que haver profissionais qualificados, e estes enfermeiros, ao final da especialização, terão não somente capacidade técnica e científica para prestarem os cuidados avançados, mas também de gerenciar o ambulatório, e até de implementar projetos na área . Isso é um orgulho para nós da Coopenfint, pois houve uma seleção rígida dos currículos, e logo após as entrevistas, dos 17 profissionais selecionados, quatro são enfermeiros intensivistas cooperados”, salienta.

Informações complementares sobre o assunto:

Estomaterapia

A Estomaterapia é reconhecida mundialmente como uma das especialidades da enfermagem, e seu especialista é denominado Estomaterapeuta (ET).

A estomaterapia se destina a:

• prevenir a perda da integridade da pele
• realizar tratamento avançado de pessoas com feridas (agudas e crônicas)
• reabilitar as pessoas que possuem estomias e incontinências (urinária ou anal)
• realizar cuidados com fístulas, drenos e tubos.

Estomia

Estomia é uma intervenção cirúrgica que cria um estoma - uma espécie de boca ou buraco na parede abdominal para expelir fezes e urina. O estoma não pode ser controlado voluntariamente. Daí surge a necessidade de usar as bolsas coletoras, cuja distribuição, na rede pública e privada, ainda é muito deficiente.

Breve histórico

A história da estomaterapia moderna começa em 1958, nos Estados Unidos da América, na Cleveland Clinic Foundation, com o coloproctologista Rupert Turnbull. O primeiro centro de treinamento em estomaterapia foi criado na Cleveland Clinic Foundation, em 1961.

Com o crescimento da especialidade, fez-se necessário a instituição de um órgão representativo internacionalmente, efetivado em 1978 e denominado World Council of Enterostomal Therapists (WCET), cujo objetivo principal, entre outros, é a promoção da identidade e normatização da especialidade no mundo e o intercâmbio entre seus membros.

No Brasil, a estomaterapia é um curso de Pós-Graduação Lato Senso(especialização), reconhecido pelo Ministério da Educação e Cultura e pelo WCET. O primeiro curso foi instituído em 1990, na Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, sob a coordenação da Profª Drª Vera Lúcia Santos.

Assessoria de Imprensa COOPENFINT - Cooperativa dos Enfermeiros Intensivistas do Amazonas
Claiton Gomes - Jornalista
DRT/AM 0000249 FENAJ 86880
(92) 8802-5625 / 3648-0009 / 3646-1300

NOTA DE ESCLARECIMENTO - COREN-ES / COFEN


O Conselho Federal de Enfermagem e o Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo informam a população capixaba e em especial aos moradores de Vila Velha que os enfermeiros e enfermeiras que atuam nas unidades de saúde do município estão habilitados a prescrever os medicamentos estabelecidos nos protocolos do Ministério da Saúde, a realizar consulta de enfermagem e solicitar exames de rotina, amparados na lei do exercício profissional e nos protocolos de saúde.

Algumas entidades da saúde tentam por meio de informações distorcidas confundir e desqualificar o trabalho da enfermagem sem qualquer base legal.

A Lei Federal 7.498/86 ampara o trabalho dos enfermeiros nos programas de saúde publica, principalmente nas ações de prevenção e promoção da saúde.

O Conselho Federal e o Conselho Regional de Enfermagem repudiam pessoas ou entidades que tentam denegrir o trabalho da enfermagem, pois desde a implantação do SUS em nosso país os profissionais de enfermagem vêm realizando trabalho com excelentes resultados para a melhoria da qualidade de vida da população, através de uma assistência qualificada e humanizada.

A população capixaba pode ficar tranquila quanto ao trabalho dos enfermeiros e enfermeiras em todo o estado, pois esses profissionais estão aptos a prestar atendimento de qualidade baseado no conhecimento técnico e científico.

A diretoria

COREN-ES / COFEN

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Descubra 10 mitos médicos que muita gente ainda acredita

O British Medical Journal trouxe uma matéria assinada por dois médicos americanos, Rachel Vreeman e Aaron Carroll, sobre os chamados "mitos médicos". O objetivo é buscar a verdade científica. Um dos exemplos é que comer à noite engorda mais: não é verdade, as calorias que consumimos vão engordar independente da hora em que as ingerimos. Eis outros exemplos, tirados do British Medical Journal:

1. Açúcar causa hiperatividade em crianças: independentemente do que os pais possam acreditar, o açúcar não pode ser responsabilizado pela perda de controle deles sobre os filhos", afirmaram os médicos Rachel Vreeman e Aaron Carroll , explicando que nenhum estudo, até hoje, mostrou algum papel do açúcar nos distúrbios comportamentais.

2. Há mais suicídios nos feriados: "Feriados podem fazer surgir o pior de nós", comentaram Vreeman e Carroll, mas isso não é o suficiente para fazer ninguém se matar, mesmo nos meses de muito frio, quando ninguém sai de casa. Ao contrário: pesquisas assinalam que há mais suicídios nos meses onde se faz mais calor.

3. Manter a cabeça desprotegida faz o corpo perder calor: todo mundo adere ao uso do gorro ou do chapéu quando começa a esfriar a temperatura. No entanto, estudos mostram que o corpo não perde calor só porque a cabeça está eventualmente desprotegida. "Qualquer parte descoberta do corpo perde calor" de maneira proporcional, afirmam os médicos. "Assim, se estiver frio lá fora, deve-se proteger o corpo. Se você quiser manter sua cabeça coberta, é problema seu."

4. Comer à noite engorda mais: Diz a lenda que, para evitar ganho de peso, é preciso comer menos à noite. Mas isso não faz diferença. "As pessoas ganham peso porque consomem mais calorias do que queimam", argumentam os médicos.

5. É possível curar ressaca: "A ressaca é causada pelo consumo excessivo de álcool. Assim, o modo mais efetivo de evitar a ressaca é consumir álcool com moderação, ou nem consumi-lo." Resultado: não há nada no campo da medicina que faça a ressaca desaparecer, a não ser esperar o efeito do álcool passar ou esperar que ele seja todo eliminado.

6. Deve-se beber ao menos oito copos de água por dia: "Estudos sugerem que é possível atender à necessidade de líquidos por meio de uma típica dieta de consumo de sucos, leite e mesmo café", afirmam os médicos. "Em contrapartida, beber água demais pode ser perigoso - pode até matar."

7. Usamos apenas 10% do nosso cérebro: "Nenhuma área do cérebro fica completamente silenciosa ou inativa." Pesquisas comprovam que as pessoas usam muito mais do que 10% da capacidade cerebral, segundo os médicos. Este é um mito antigo, "propagado por múltiplas fontes que defendem o poder da auto-ajuda e do desenvolvimento de habilidades latentes".

8. Depois de morrermos, cabelo e unhas continuam a crescer: imagine que mórbido seria se isto fosse verdade. O antropólogo forense William Maples garante que a ideia é um mito, mas admite uma base biológica para ele. Como o perito e muitos dermatologistas explicam, a desidratação do corpo pode provocar um recuo da pele, criando a aparência de que cabelo e unhas estão mais compridos.

9. Ler com pouca luz pode prejudicar os olhos: mais um mito que não corresponde à realidade. De fato, ler num ambiente com pouca luz, submete a visão a um esforço maior, faz secar a córnea e causa desconforto ocular. Mas os efeitos não são permanentes e nem a função nem a estrutura dos olhos são afetados por esta atitude.

10. Raspar o pêlo faz com que ele cresça mais rápido, mais grosso e mais escuro: a terminação do cabelo (e do pêlo) raspado não tem a mesma suavidade do não-raspado, podendo criar a ilusão de que é mais grosso e se o novo cabelo que cresceu parece mais escuro, isto pode dever-se ao fato de não ter estado ainda exposto ao sol e aos químicos existentes no meio ambiente. O estudo mais antigo a negar a ligação entre cortar cabelo e o ritmo do seu crescimento é de 1928.

Por Redação Yahoo! Brasil

Fonte: Yahoo Brasil

Junta Interventora reduz anuidade

Em meio à crise financeira internacional e as perspectivas de tempos difíceis, a Junta Interventora do Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (COREN-RJ) reduziu em 31% a anuidade para 2009. A redução da anuidade era uma antiga reivindicação dos profissionais, que agora será atendida. Com o desconto de 31%, a anuidade dos enfermeiros passará dos atuais R$ 286,00 para R$ 197,34. Para os técnicos de enfermagem, o valor passou de R$ 197,00 para R$ 135,93. Já os auxiliares de enfermagem que pagavam R$ 176,00 passarão a pagar R$ 121,44. E tem mais: quem pagar a anuidade até o dia 15 de fevereiro de 2009 terá direito ainda a um desconto extra de 10%. O desconto passa para 7% para quem pagar até 15 de março e para 3% para quem efetuar o pagamento até 15 de abril. O profissional que optar em pagar até o dia 28 de fevereiro, pode parcelar a anuidade em três vezes sem juros e sem multa.

Quanto aos débitos dos anos anteriores poderão ser parcelados em até 18 vezes. "Quem estiver em débito pode procurar o Conselho para negociar a dívida. Nosso objetivo é auxiliar o titular, por isso essa preocupação em dar o incentivo para que os profissionais regularizem sua situação", ressalta Rejane de Almeida, presidente da Junta Interventora.

A redução da anuidade 2009, os descontos, o parcelamento dos débitos, a redução de multas e juros são resultado de um intenso trabalho da Junta para oferecer melhores condições de pagamento para a categoria. Para o próximo ano o objetivo é valorizar o titular, com cursos, palestras, eventos, projetos e muito mais. O profissional de enfermagem merece pois sabemos as dificuldades do trabalhador.

Fonte: http://www.coren-rj.org.br/site/index.shtml


sábado, 20 de dezembro de 2008

DEPUTADA ASSUME COMPROMISSO COM COFEN E CRITICA "ATO MÉDICO"


A deputada federal da Bahia, Alice Portugal (PCdoB), avisou a Manoel Carlos Neri que não concorda com o projeto 'Ato Médico', a ser votado no plenário da Câmara Federal, da forma como foi aprovado no Senado Federal.

A parlamentar aponta várias distorções do projeto original que retira das demais categorias da saúde prerrogativas inerentes a cada profissão. Ela destacou, por exemplo, a vedação ao enfermeiro em prescrever certos medicamentos o que conflita com a lei que estabeleceu a profissão.

“Não podemos concordar com um projeto que retira das demais profissões atribuições criadas por lei e que fazem parte da rotina cotidiana do trabalho. Como ficaria o SUS com as vedações que os médicos quem impor?, questionou a deputada.

A parlamentar também lembrou dos problemas ocorridos no Cofen que provocaram a operação predador e que levaram ao cárcere um ex-presidente. “Conheço profundamente esta questão e tenho recebido novas informações. Coloquei meu gabinete a disposição do Cofen e fico feliz que a nova direção tenha dado tranquilidade ao sistema, assim como acabado com as práticas nefastas do passado, mas estou atenta a movimentação daqueles que criaram a intranquilidade com o cometimento de crimes” , disse.

Fonte: COFEN

domingo, 26 de outubro de 2008

SAÚDE LANÇA CAMPANHA NACIONAL DE COMBATE À DENGUE


O Ministério da Saúde lançou, na última segunda feira (20), no Rio de Janeiro (RJ), a Campanha Nacional de Combate à Dengue. Na edição deste ano, o tema das peças publicitárias é “Brasil unido contra a dengue”. A campanha será dividida em três momentos de alerta. O primeiro ressalta a importância da limpeza antes do período das chuvas. O segundo, para a mobilização e combate aos focos do mosquito transmissor, nos meses de maior risco da doença. E o terceiro trata dos sintomas e o que a população deve fazer quando surgirem.

“É preciso que cada brasileiro cuide da sua casa e da sua rua. Acione os vizinhos. Fale com os membros de sua comunidade. Alerte as autoridades ao detectar acúmulo de lixo ou locais que possam formar criadouros”, disse o ministro.

A campanha tem o objetivo de mobilizar gestores, profissionais de saúde e sociedade para a prevenção e educação. O foco é a eliminação dos criadouros de mosquitos, no período pré-chuvoso, e a diminuição do impacto da doença, na fase de alta infestação. Além disso, esclarece a população sobre o que fazer em caso de suspeita da doença.

A veiculação da campanha começou na segunda-feira (20) e será divulgada na televisão, rádio, revista, mobiliário urbano, internet e jornal. Foram investidos R$ 40,3 milhões, dos quais R$ 4,2 milhões para produção e R$ 36,1 milhões para a veiculação.

InvestimentosO Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 128 milhões a mais para o Teto Financeiro de Vigilância em Saúde (TFVS) de estados e municípios. Em toda a estratégia de combate à dengue, o Ministério da Saúde investirá neste ano R$ 1,08 bilhão, um aumento de 23%, em relação a 2007.

Os recursos adicionais são destinados aos municípios prioritários dentro da estratégia nacional de combate à doença, como áreas de fronteira, turísticas, regiões metropolitanas e com mais de 50 mil habitantes.

APROVADA PELO CNE CARGA HORÁRIA DE 4 MIL HORAS EM CINCO ANOS PARA A GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM


O CNE – Conselho Nacional de Educação, aprovou, em reunião no dia 09 de outubro último, o Parecer CNE 213/2008, que dispõe sobre a carga horária mínima dos cursos de bacharelado da área da saúde. Este Parecer determina para os cursos de graduação em enfermagem a obrigatoriedade de oferecer carga horária mínima de 4 mil horas, que devem ser cumpridas durante cinco anos de curso. O parecer segue agora para homologação do Ministro da Educação.

Em seu Parecer o CNE considerou, para estabelecer a nova carga horária mínima, as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Enfermagem (Resolução CNE/CES nº 3/2001), que orientam para a formação do Enfermeiro com caráter generalista, humanista e qualificado para o exercício da Enfermagem, com condições de atuar em todos os níveis de atenção à saúde, com capacitação para promover a saúde integral do ser humano. A ampliação da carga horária justifica-se também em razão de muitos egressos estarem desempenhando funções diferenciadas na implantação do SUS, assumindo, inclusive, funções de gerenciamento de equipes multidisciplinares.

O Parecer do CNE favorável às 4 mil horas para a graduação em enfermagem é uma vitória dos Conselhos Federal e Regionais de Enfermagem, especialmente do COREN-SP, que contou com representantes em todas as discussões sobre a necessidade de aumento da carga horária para a formação de enfermeiros.

Fonte: ASCOM/COFEN

UFCSPA terá Enfermagem e Fisioterapia no vestibular 2009

Enfermagem e Fisioterapia são os novidades da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Os bacharelados serão diurnos, com 40 vagas cada um. Conforme a instituição, as novas graduações contam com a mesma infra-estrutura e professores dos demais cursos da universidade que obtiveram ótimos conceitos nas avaliações do Ministério da Educação. Um dos diferenciais da UFCSPA são as aulas com professores de áreas como filosofia, sociologia, história, literatura e língua portuguesa que visam a formação humanística do aluno da área da saúde.

Os currículos da UFCSPA são seriados, ou seja, as matrículas são anuais e todas as aulas teóricas ocorrem no prédio da instituição, no centro de Porto Alegre, onde também funcionam os cursos de Medicina, Biomedicina, Nutrição, Fonoaudiologia e Psicologia (no período noturno). Os interessados podem se inscrever até 5 de novembro nos sites www.ufcspa.edu.br ou http://www.objetivas.com.br/.

Fonte: COFEN

Turma de Enfermagem realiza I Fórum de saúde na USC

Na próxima segunda-feira, 27, acontece o I Fórum Interdisciplinar de Saúde Mental no Centro Universitário São Camilo, em Cachoeiro de Itapemirim. A programação terá início às 18h30, no Auditório “Ângelo Brusco”, Campus I. O evento está sendo organizado conjuntamente por todas as turmas do 4º período de Enfermagem (matutino e noturno), com orientação do professor Lincoln Carlos Macedo Gomes.

O tema do fórum faz parte dos conteúdos da Disciplina de Saúde Mental ministrada pelo orientador e a realização ocorre em virtude da necessidade dos futuros enfermeiros empreenderem ações de Educação em Saúde e na participação de Equipe Multiprofissionais na Assistência ao portador de Transtorno Mental.

A Comissão Social e de Divulgação informou que o evento será aberto ao público e conta com a participação de toda a comunidade, especialistas, profissionais de Saúde, pacientes e familiares para este debate.

Serviços

I Fórum de Saúde Mental – São Camilo – ES
Dia: 27-10-2008

Local: Auditório “Ângelo Brusco”, bloco II, Campus I
Endereço: rua São Camilo de Lellis, nº 1 bairro Paraíso

Programação

18h30 - Abertura Oficial

19h00 - Palestra:

“Adolescente com Deficiência Mental & Sexualidade”
— Professora Luciana Falcão (Enfermagem)
— Professor Diogo Lube (História)

20h00 - Mesa redonda:

“Impacto do Transtorno Mental nos profissionais de Saúde”
— Professor Warley Vinícius (Enfermagem do Trabalho)

21h00 - Mesa redonda:

“Violência Urbana & Dependência Química”
— Dr. Marcelo Pirama (Psiquiatria)
— Maurílio Carvalho (investigador da Polícia Civil)

22h00 - Encerramento

Fonte: COFEN

domingo, 14 de setembro de 2008

COFEN COLHE ASSINATURAS DE APOIO ÀS 30 HORAS DE JORNADA DE TRABALHO


Esta campanha é pela aprovação do Projeto de Lei 2295/2000 que regulamenta a Jornada dos Profissionais de Enfermagem e que humaniza nosso trabalho.

O desgaste de lidar com sofrimento, angústia e morte requer condições especiais de trabalho a esses profissionais da Saúde.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT), órgão da ONU, argumenta que a jornada de 30 horas é melhor para pacientes, usuários e trabalhadores em saúde do mundo inteiro. Faremos um ato público em Brasília, quando entregaremos o abaixo-assinado e contamos com você.

Clique aqui para assinar: http://www.enfermagem30horas.org/

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Ministro nega epidemia de infecções por micobactérias


O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, negou nesta nesta quinta-feira (14) que o país enfrente uma epidemia de infecções hospitalares provocadas por Micobactérias de Crescimento Rápido. O contágio ocorre durante a realização de procedimentos cirúrgicos e pode provocar, por exemplo, cegueira, surdez e trombose.

Desde 2003, já ocorreram 2025 casos de infecções, além de mais três em investigação no momento, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).“Não existe epidemia nenhuma. Existem casos isolados, em determinados estados e hospitais, que estão sendo analisados. Possivelmente, por não atenderam com rigor às exigências da legislação.”

Temporão avaliou que as normas estabelecidas pela Anvisa são “muito criteriosas” no que diz respeito aos procedimentos de desinfecção e esterilização de materiais usados em cirurgias, ao participar de entrevistas a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro.“A Anvisa está monitorando e já soltou um alerta nacional. É importante que as pessoas estejam conscientes e conversem com seus médicos sobre a qualidade do hospital onde pretendem fazer uma cirurgia eletiva, e [verifique] se a unidade cumpre com rigor as exigências legais.”

Na última segunda-feira (11), a Anvisa divulgou que pretende limitar o número de procedimentos cirúrgicos diários, especialmente os que usam pequenas câmeras de vídeo introduzidas nos pacientes. A medida deve ser adotada em todos os serviços de saúde do país para reduzir o número de infecções pós-cirúrgicas por Micobactéria de Crescimento Rápido, relacionadas a problemas na limpeza dos instrumentos. A finalidade é padronizar os procedimentos. Porém, ainda não há uma data definida.

De acordo com o órgão, a aparelhagem, até então, vinha sendo apenas desinfetada – procedimento que dura em torno de 30 minutos – e não esterilizada – procedimento recomendado e que dura cerca de 10 horas.

Em 72% dos casos registrados pela agência, a bactéria se desenvolveu após cirurgias abdominais, videolaparoscopia, redução de duodeno e retirada de lipomas – sempre em procedimentos que utilizam câmeras de vídeo ou aparelhagem similar. Não há registro de casos provocados por exames e procedimentos de diagnóstico.

A Anvisa também sugere que os serviços de saúde que optem por outras substâncias para esterilizar os equipamentos e não mais o glutaraldeído 2% (mais usado atualmente), porque a bactéria tem demonstrado resistência ao produto.

Fonte: JC Online

Crianças brasileiras são mais vulneráveis à toxoplasmose, diz estudo


Um estudo conduzido por uma equipe internacional de pesquisadores sugere que crianças brasileiras são mais vulneráveis à toxoplasmose do que as européias.

Pesquisadores, da Áustria, Brasil, Dinamarca, França, Itália, Polônia, Suécia e Grã-Bretanha, testaram os malefícios que a doença pode causar à visão de crianças do nascimento aos quatro anos de idade.

Os autores do estudo acreditam que as crianças brasileiras apresentem sintomas mais agressivos que porque o país abriga tipos mais virulentos do protozoário, raramente encontrados na Europa .

A toxoplasmose é causada pelo protozoário Toxoplasma gondii e pode ser transmitida da mãe para o feto, mas não de pessoa para pessoa.

A doença é contraída a partir da ingestão de água ou alimentos mal cozidos ou crus que contenham ovos do protozoário.

A infecção pode causar lesões no olho que afetam a visão.

Visão comprometida

Na pesquisa, coordenada por Ruth Gilbert, do Instituto da Saúde Infantil, do University College London, crianças com toxoplasmose congênita, isto é, que haviam contraído a doença ainda no útero, foram acompanhadas a partir da gestação ou logo após o parto.

O grupo descobriu que, no Brasil, as crianças tinham até cinco vezes mais chances de desenvolver lesões oculares aos 4 anos do que as européias.

Além de mais freqüentes, as lesões também eram mais sérias, comprometendo a visão de até 87% das crianças brasileiras analisadas, em comparação com 29% das européias.

Estudos anteriores já haviam constatado complicações mais severas entre crianças brasileiras com toxoplasmose do que entre as européias ou americanas.

O trabalho foi publicado na revista especializada PLoS Neglected Tropical Diseases.

Fonte: G1

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Enfermagem tem mais cursos fracos


Nove faculdades paranaenses da área tiveram nota baixa no Enade e passarão por avaliação do MEC

Os cursos de enfermagem foram os campeões em problemas entre as faculdades do Paraná avaliadas pelo Ministério da Educação. Dos 29 cursos do estado que tiveram nota 2 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), divulgado pelo MEC, sete são para formação de enfermeiros. O Enade dá nota de 0 a 5 para as graduações, de acordo com o desempenho de seus alunos.

Quem tira nota até dois precisa passar por um monitoramento mais próximo do ministério. No total, um quinto das faculdades de enfermagem paranaenses precisará passar pela segunda fase de avaliação do ministério.

Todos os nove cursos de enfermagem que foram mal avaliados pelo MEC pertencem a instituições privadas de ensino. Na outra ponta do ranking, um único curso da área conseguiu nota máxima no Paraná: trata-se da faculdade de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina - uma insituição pública.
O dado é preocupante porque a maior parte dos enfermeiros formados no Paraná saem de faculdades particulares: há apenas cursos públicos no estado e cerca de 80% dos profissionais formados no Paraná se graduaram em faculdades e universidades privadas.

O resultado não se restringe aos cursos de enfermagem: o relatório do MEC divulgado nesta terça-feira em Brasília mostra o desempenho de cursos de três áreas do conhecimento: ciências da saúde, serviço social e ciências agrárias. Todos os sete cursos do Paraná que tiraram nota máxima são de instituições públicas de ensino – Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Já entre os 29 cursos que tiraram a menor nota, apenas um está em universidade pública, que é o curso de Medicina da UEL. Todos os outros 28 são de instituições particulares.

Faculdades reclamam de alunos

Algumas instituições de ensino do Paraná afirmam que o mau desempenho de certos cursos no Enade se deve à falta de comprometimento dos estudantes com a prova. É o que diz o pró-reitor de graduação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Robert Carlisle Burnett. Segundo ele, o Enade só teria importância para os alunos se a nota pudesse ser colocada no verso do diploma ou no histórico escolar deles. “Sem isso, muitos estudantes fazem a prova sem comprometimento”, afirma. “Se os alunos não se comprometem, são eles que serão prejudicados. Por isso acredito que o MEC deveria exigir que a nota aparecesse no diploma e fosse cobrada pelas empresas”, diz.

Retirado do site:

Enfermeiros têm emprego garantido depois da faculdade, afirmam conselhos

Enfermeiros têm emprego garantido depois da faculdade, afirmam conselhos

Mariana Tramontina
Em São Paulo

A carreira de enfermeiro já não é mais considerada uma segunda opção para aqueles que não passaram no vestibular para medicina. E, para a doutora Almerinda Moreira, membro da Câmara Técnica de Assistência do Cofen (Conselho Federal de Enfermagem), esse aquecimento nos cursos superiores é bem-vindo, já que a área exige demanda e "o brasileiro, infelizmente, está muito doente".

O Cofen contabiliza, hoje, 155.444 enfermeiros no Brasil. A boa notícia é que, segundo Almerinda, não falta emprego para estes profissionais. "Há muitos campos disponíveis para trabalho que vão além do hospital, apesar de esse ser a área que mais absorve enfermeiros". Ela diz que a categoria está se qualificando cada vez mais, o que explica o crescimento destes cursos superiores. "Temos até pós-doutorado. Isso dá maior confiabilidade na carreira".

A doutora conta que a demanda de enfermeiros é grande no país e a grande quantidade de recém-formados não atrapalha os planos de quem busca uma vaga. Apesar disso, existem algumas concentrações. "São Paulo, por exemplo, está restringindo a entrada destes profissionais". Isso porque o Estado abriga 54.826 enfermeiros diplomados. "O que se procura nessa região, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, são especializações". Como na maioria das profissões, Norte e Nordeste têm defasagem.

Maria Angélica Azevedo Rosin, chefe do departamento de fiscalização do Coren-SP (Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo), diz que grande parte dos formandos de São Paulo migram para outros Estados e até para o exterior. "Aqui no Brasil temos essa mão-de-obra pronta para atendê-los. Em 2007, foram muitos enfermeiros para a Itália", conta.

Apesar de atraente, a profissão ainda não é bem remunerada. "Não existe um piso nacional para a categoria, então o salário depende de cada região. No Rio, varia entre R$ 800 e R$ 1.000. Em São Paulo, pode chegar a R$ 3.000".

Qualidade da mão-de-obra

As duas conselheiras concordam que a qualidade do serviço de um enfermeiro começa nos bancos da faculdade. Almerinda sustenta que o MEC deve ficar de olho, principalmente nas instituições privadas. "A gente ouve histórias de que algumas faculdades contratam professores titulados só para passar na avaliação e depois mandam embora. Isso faz a qualidade do ensino cair mesmo".

Para Maria Angélica, as instituições não atendem as competências previstas na educação profissional. "É uma profissão técnica, científica, teórica, mas tem a essência da prática". Assim como medicina e outros cursos da área de saúde, os alunos de enfermagem também precisam de campo para estudar. "Todas as escolas dependem do campo de estágio, que vai concretizar a profissão. Mas muitas vezes as faculdades não estão preparadas e nem têm laboratórios", diz Maria Angélica.

Segundo ela, os conselhos não têm ingerência sobre o ensino e só podem fiscalizar o exercício profissional. "O docente supervisiona os estágios dentro dos hospitais. Os conselhos verificam se há escolas, se estão realizando as atividades de acordo com a disciplina. Mas, nesse caso, é mais uma orientação da nossa parte".

Almerinda diz que é preocupante instituições com conceito insatisfatório, mas que o MEC deve supervisionar a saída de um aluno para o mercado profissional.

"É uma política do governo que todos os conselhos tenham uma prova como o exame da OAB [Ordem dos Advogados do Brasil, que autoriza bacharéis de direito exercerem a profissão de advogado]. Mas quem tem que dar o título é a universidade. Nosso papel é fiscalizar o exercício profissional".

domingo, 6 de julho de 2008

COFEN prorroga por um ano o recadastramento dos profissionais de enfermagem


Marcado para vencer no próximo dia 12, o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) decidiu prorrogar por mais um ano (12 de julho de 2009) o recadastramento dos seus profissionais.

A Casa da Moeda, responsável por toda tecnologia das novas carteiras, estará, a partir do dia 07 (sete) próximo, enviando a todos os Conselhos Regionais (Corens) os equipamentos para a expedição das carteiras provisórias.

Os equipamentos são constituídos por um Micro Dell Optiplex 330, monitor de cristal líquido e impressora laser. A tecnologia será repassada por um técnico do COFEN e da Casa da Moeda que também darão o treinamento necessário.

Todo o cronograma do treinamento deverá ser anunciado através de uma circular expedida pelo Cofen e enviada a cada Coren. Após isto, a expedição será via on line e imediata. O formulário de recadastramento pela internet continuará sendo disponibilizado como anteriormente.

Fonte: Portal COFEN

Acesso a contraceptivos e gravidez precoce crescem, diz pesquisa


O acesso a métodos contraceptivos entre as mulheres brasileiras cresceu entre 1996 e 2006, aponta pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (03/07). No entanto, o número de adolescentes grávidas também aumentou no período.

Segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), a distribuição gratuita de métodos contraceptivos cresceu 200% em dez anos.

Foi verificado também que a entrada na vida sexual se dá cada vez mais cedo entre as brasileiras. Se, em 1996, 11% das entrevistadas declaravam ter tido a primeira relação sexual aos 15 anos, em 2006 o índice subiu para 32,6%. O levantamento aponta ainda que 74% das mulheres tiveram a primeira relação até os 20 anos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

A entrada mais precoce na vida sexual fez cair a média de idade para o primeiro filho, de 22,4 anos para 21 anos. O número de meninas grávidas aos 15 anos também subiu no período, de 3% para 5,8%.

A alta no porcentual, porém, não se deu por falta de informação: 99,9% das mulheres entrevistadas pela pesquisa disseram conhecer métodos anticoncepcionais, chegando a 100% entre as mulheres sexualmente ativas, mas que não têm parceiros fixos.

O maior acesso a contraceptivos é apontado como um dos motivos para a queda de cirurgias de esterilização. Em 1996, um porcentual de 27,3% de mulheres se submeteu ao procedimento, contra 21,6% em 2006. Entre os homens, o procedimento subiu de 1,6% para 3,4%.

Para o diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do Ministério da Saúde, Adson França, os números representam uma tendência positiva, pois indicam que os homens estão participando mais do planejamento familiar.

Gestantes no campo

A pesquisa também revelou melhoria no acesso à saúde das gestantes no meio rural. O número de mulheres grávidas que não se submeteram a nenhuma consulta pré-natal foi de 3,6% em 2006, ante 31,9% em 1996. O meio urbano também teve queda nesse porcentual, de 8,6% para 0,8%.

Os partos domiciliares no campo também caíram, de 19,8% para 3,5%. A presença do médico durante o parto subiu para 82,6% em 2006 - dez anos antes, era de 57,7%.

Foram entrevistadas 15 mil mulheres em idade fértil (entre 15 e 49 anos) e 5 mil crianças com até 5 anos na elaboração da PNDS, que foi financiada pelo Ministério da Saúde.

Fonte: UOL

Agentes de saúde de áreas endêmicas combaterão hanseníase

Terminou hoje (04/07) a Reunião Anual de Hanseníase, que durante quatro dias discutiu mudanças nas estratégias de combate à doença.

De acordo com a coordenadora do Programa Nacional de Controle da Hanseníase, Maria Leide de Oliveira, a principal mudança, em relação as ações adotadas até o momento, é o trabalho em conjunto das unidades de saúde das regiões endêmicas. Maria Leide explicou que como muitos doentes vão procurar tratamento em outras cidades, a família, que pode também estar contaminada, não recebe nenhuma assistência.

Ela ressaltou ainda que existem cerca de 15 mil postos de saúde no Brasil aptos a fazer o diagnóstico da hanseníase, chamada popularmente de lepra.

O Ministério da Saúde vai veicular em jornais, rádio e TV a campanha Saúde é bom saber!, de conscientização sobre a hanseníase, entre os dias 6 e 20 de julho. O objetivo é divulgar os sintomas e promover o diagnóstico precoce da doença. "Todo o nosso esforço é para que os programas estaduais e municipais diagnostiquem os portadores de hanseníase na fase inicial da doença", disse Marie Leide.

Serão distribuídos também100 mil exemplares de uma cartilha voltada aos portadores da doenças e os agentes de saúde. O material explica os cuidados que devem ser tomados e os direitos dos portadores de hanseníase.

Segundo Maria Leide, a maioria dos casos da doença acontecem na Amazônia Legal, que ainda possuí "um estoque muito grande de pessoas infectadas". O Brasil registra cerca de 47 mil novos casos da doença por ano, de acordo com o Ministério da Saúde.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Conteúdo de saúde para a Enfermagem.


Olá minhas amigas e meus amigos !

Agradeço muito pelas visitas, continuem visitando o blog e repassem para os seus amigos, colegas de estudo e trabalho.

Estou disponibilizando uma pasta no SKYDRIVE (um HD virtual da Microsoft) em que inseri vários manuais e outros textos do Ministério da Saúde e da ANVISA que são do interesse da enfermagem tanto para quem já trabalha, principalmente PSF, ou ainda está fazendo graduação ou curso técnico.

Ao longo do tempo vou adicionar mais conteúdo e farei uma pasta só com a legislação da enfermagem, como: leis, resoluções, portarias e etc.

O link para a pasta está na parte esquerda do blog abaixo do link para o RECADASTRAMENTO e chama-se CONTEÚDO PARA ESTUDO.

Aproveitem e repassem para os seus amigos!

domingo, 18 de maio de 2008

Educação e saúde: escolas mostram experiências

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) promove, a partir desta sexta-feira (16), o 1º e o 2º Encontros Educação e Saúde: a dose certa para uma vida saudável”. Durante quatro dias, profissionais de escolas de oito estados e do Distrito Federal vão mostrar suas experiências com os projetos Educanvisa e Contributo, desenvolvidos pela Anvisa, na área de comunicação em saúde.

O Projeto de Educação para Consumo Responsável de Medicamentos e de outros Produtos Sujeitos à Vigilância Sanitária (Educanvisa) já passou por 45 escolas, totalizando um público de 317 professores e 15 mil estudantes. O trabalho é resultado do convênio firmado entre a Anvisa e o Conselho Federal Gestor do Fundo de Direitos Difusos do Ministério da Justiça (CFDD/MJ), em dezembro de 2005.

A meta da parceria é desenvolver ações e estratégias em educação e comunicação em saúde para os mais diversos segmentos da sociedade. O projeto contempla orientações sobre o consumo responsável de medicamentos e de outros produtos sujeitos à vigilância sanitária, além dos riscos da automedicação e da influência da propaganda enganosa, abusiva e errônea.

A proposta do Educanvisa é trabalhada em três níveis:

- capacitação e formação de docentes como multiplicadores de conceitos e práticas adequadas no consumo de medicamentos e de outros produtos sujeitos à vigilância sanitária;

- capacitação de profissionais de Vigilância Sanitária (Visa);

- elaboração e produção, em conjunto com especialistas na área de educação em saúde e de vigilância sanitária, de manuais para capacitação dos docentes, manuais de monitoração de propaganda para profissionais de VISA, folders e cartilhas informativas destinados à comunidade e ao setor regulado.

Contributo

O “Projeto Educação e Promoção da Saúde no Contexto Escolar: O Contributo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para o Uso Racional de Medicamentos” capacita professores da 1ª a 4ª séries nos temas relacionados ao uso racional e à propaganda de medicamentos. A iniciativa já chegou a 1040 professores e 25 mil alunos de 720 escolas. O projeto é financiado pelo Departamento de Atenção Farmacêutica do Ministério da Saúde (DAF) e da Organização das Nações Unidas para a educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O objetivo é levar a discussão para a sala de aula de forma didática e envolvente. Fatores como a influência da propaganda sobre o consumo e a automedicação contribuem para o uso inadequado de medicamentos.

A escola é a parceria ideal no desenvolvimento do Contributo por ser um ambiente propício à formação dos valores de uma sociedade e o canal mais acessível e de maior alcance da população. A escolha pelo ensino fundamental deve-se à facilidade das crianças das séries iniciais em receber e assimilar informações.

Abertura dos Encontros Educação e Saúde
Onde: Torre Palace Hotel, Setor Hoteleiro Norte, Quadra 4, Bloco A – Brasília
Quando: sexta-feira (16) – 9h
Contatos: (61) 92447806 / 3462 6710
Fonte: Anvisa

Estresse pode provocar doenças de pele


O mundo está cada dia mais agitado, a vida mais corrida e, com isso, as pessoas têm menos tempo para relaxar. O estresse do cotidiano faz com que algumas doenças sejam mais freqüentes e os distúrbios de pele são um exemplo disso. Eles podem ser desencadeados ou agravados pelo estado emocional.

“O estresse pode ser um fator decisivo em uma pessoa que já tem uma tendência genética ou com algum fator ambiental que possa desencadear uma doença. Ele libera uma substância nos nervos, chamada neuropeptídeo, e isso leva à inflamação da pele e todas as doenças”, diz o professor doutor Ricardo Romiti, médico do departamento de dermatologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

Existem algumas doenças mais comuns, como a psoríase, que atinge aproximadamente 2% da população mundial. As vítimas já têm algum parente com o problema ou alteração genética, mas muitas vezes não sabem. Fatores como estresse, infecção, mudança de trabalho, entre outros, podem desencadeá-la.

“O estresse pode ser um fator decisivo em uma pessoa que já tem uma tendência genética ou com algum fator ambiental que possa desencadear uma doença”.

A doença costuma aparecer nos cotovelos, joelhos e couro cabeludo. Em alguns pacientes, pode se espalhar pelo corpo todo ou afetar as articulações, fazendo com que a pessoa tenha que andar de cadeira de rodas. Nos casos mais leves, o tratamento é feito com pomadas e, nos mais pesados, são necessários medicamentos via oral para diminuir as inflamações da pele e das juntas.

O problema costuma aparecer após os 20 anos de idade e, quanto mais cedo surgir, mais grave deve ser. A fototerapia ou banho de luz também é aconselhável para o tratamento.

A consultora financeira Ariane Lanzarini tem psoríase nos cotovelos e lembra que, quando apareceram as primeiras marcas, um médico informou que se tratava de uma doença psicossomática. “Ele disse que eu teria que fazer análise, mas eu nunca fiz. Nunca tive tempo”, diz.

Os cotovelos da consultora chegam a sangrar quando ela está muito nervosa. “É engraçado medir o nervoso pelo cotovelo. Quando estou muito estressada, muito nervosa, aumenta. Quando eu fico mais calma, diminui”, analisa. Como tratamento, ela utiliza pomadas nas feridas. “Melhora, mas não acaba, não cura nunca”, lamenta.

Há mais de sete anos com a doença, a consultora financeira garante que ela nunca evoluiu. Seus sintomas pioram nos momentos de estresse, mas logo voltam à forma antiga. “É engraçado, você acostuma e se conforma, então, não te incomoda. Incomoda quem vê. Já liguei mais para isso, usava até camisetas de manga comprida, mas não me preocupo mais. Me senti ridícula de ligar para isso. Passar calor por causa dos outros?”, questiona.

A dermatite atópica é outro problema freqüente, que já começa na infância, mas também atinge adultos de forma mais leve. A vítima apresenta uma forma de equizema (lesão na pele decorrente de sua inflamação), que gera muita coceira. “A pessoa não consegue dormir e fica muito irritada”, afirma Romiti.

O especialista ainda conta que em alguns casos, só de internar a criança no hospital, a doença já é curada. “Por isso, acreditamos que o ambiente influencia bastante”, diz. A pele fica ressecada e outras alergias se desencadeiam, como rinite alérgica, asma e sinusite. Alguns casos de dermatite melhoram espontaneamente, e outros vão até a vida adulta. No inverno, a doença costuma piorar, devido ao tempo que resseca a pele.

O tratamento é feito à base de hidratante, emoliente, óleos e uréia. Até vaselina pode ajudar. Às vezes, são indicados cremes ou pomadas com corticóide, mas com uso restrito. O corticóide afina a pele, pode causar estrias, fazer crescer pêlos, ter uma absorção sistêmica e comprometer a pressão. Por isso, deve ser usado exatamente da maneira que o dermatologista recomendar.

Remédios antihistaminicos também são indicados. Eles amenizam a alergia e são bons para crianças mais inquietas. “É bom porque dá sono e a criança sossega”, diz o dermatologista.

Na hora do banho, a vítima não pode esfregar o sabonete ou a bucha pelo corpo. Além disso, não é recomendado ficar muito tempo na água quente, pois sensibiliza a pele. Existe ainda a queda de cabelos ou alopecia areata associada ao estresse. Neste caso, aparecem algumas falhas no couro cabelo, na sobrancelha e até pelo corpo. “Ficam rodelas sem pêlo nenhum. As pessoas pensam que é micose, mas não é”, diz Romiti.

“Quando o fator que causou a queda passa, alguns casos regridem naturalmente”, conta o especialista. Para o tratamento, recomenda-se a aplicação restrita de corticóide e fototerapia.

Por falar em couro cabeludo, poucos sabem, mas a caspa é uma dermatite associada ao estresse. Conhecida também como dermatite seborréica, ela pode aparecer de maneira intensa e se espalhar por toda a cabeça. A pessoa fica com vermelhidão e a pele descamada no meio do rosto, em volta do nariz, sobrancelha, cílios e apresenta dermatite até no tórax.

Quem tem caspa precisa usar xampu com ácido salicítrico. Em situações mais graves, o indicado é utilizar pomadas com corticóide e imunomoduladoras, que equilibram o sistema imunológico.

Segundo o especialista Ricardo Romiti, o estresse que provoca esses distúrbios não é apenas aquele velho conhecido reflexo da correria das cidades grandes. Ele pode ocorrer por motivos distintos, como uma cirurgia, doença, infecção, baixa imunidade, faringite mais séria, entre outros.“Muitas vezes, a pessoa pode se enganar e achar que é uma micose. Isso pode dar problema, porque ela passa uma pomada para micose e irrita a pele. É sempre bom ter o diagnóstico certo para obter o tratamento correto”, diz o dermatologista.

Por ser uma doença desencadeada pelo estresse, muitos pacientes ainda vêem necessidade de apoio psicológico no período do tratamento. A dermatologista Luciana Conrado trabalha com psicodermatologia, uma vertente da dermatologia que estuda as doenças da pele com as causas psicológicas. Ela procura nos pacientes os fatos que influenciam no desenvolvimento e tratamento do distúrbio, que estão além da causa habitual. “Eu busco relações entre o estresse cotidiano, o estresse causado pela presença da doença, os conflitos e mecanismos de defesa psíquicos envolvidos nestas patologias e também identifico doenças que são psíquicas primeiramente e causam transtornos dermatológicos secundários”, explica.

É importante identificar as causas psicológicas em problemas na pele, porque elas causam impacto imediato na vida do paciente. “A exposição da doença cutânea causa reações imediatas no ambiente e cotidiano do paciente, com perguntas e constrangimentos. É uma doença onde o paciente pode interagir com as lesões, criando, complicando ou ainda contribuindo para sua melhoria”, diz a especialista.

O distúrbio da pele pode melhorar ou piorar de acordo com os fatores emocionais vivenciados pela pessoa. Por esses motivos, é importante um acompanhamento psicológico, além do tratamento com o dermatologista. Mesmo sem cura, essas doenças podem ser amenizadas, basta seguir o tratamento corretamente e nunca se automedicar.

Fonte: Ana Gissoni- Agência MB Press - UOL Ciência e Saúde

Retirado do site:

O parto cesariano pode ser um fator de risco independente para o acidente vascular encefálico

Um estudo de extensão nacional, baseado em população, realizado em Taiwan e publicado no volume de abril do American Journal of Obstetrics & Gynecology sugere que o parto cesariano é um fator de risco independente para o acidente vascular encefálico (AVE).

O parto cesariano tem sido associado com um aumento significante de mortes maternas devido a paradas cardiorrespiratórias, complicações por anestesia, infecção puerperal e tromboembolismo venoso. Dr. Shiyng-Yu Lin, da Taipei Medical University em Taipei, Taiwan, República da China, declara que o acidente vascular encefálico foi selecionado como causa de morbidade e mortalidade materna durante a gestação e o puerpério. Na verdade, argumenta ele, poucos trabalhos levantaram dados em larga escala populacional avaliando os riscos de acidente vascular cerebral no pós-parto de dois tipos diferentes de parto (vaginal versus cesariano).

O objetivo deste estudo foi avaliar o risco do acidente vascular encefálico no pós-parto em 3, 6, ou 12 meses após os dois tipos de parto, usando um banco de dados populacional da base de dados do Taiwan National Health Insurance Research de 1998 até 2003. As regressões de risco proporcionais de Cox permitiram o cálculo dos índices de sobrevivência livre de AVE para partos cesarianos versus vaginais em 987.010 mulheres entre 1998 e 2002.

Em comparação com pacientes que foram submetidas ao parto vaginal, o hazard ratio (HR) para AVE pós-parto entre mães que foram submetidas a cesarianas foi 1,67 vezes maior dentro de um período três meses após o parto (intervalo de confiança de 95% [IC], 1,29 – 2,16); 1,61 vezes maior em seis meses após o parto (IC de 95%, 1,31 – 1,98) e 1,49 vezes maior dentro de 12 meses após o parto (IC de 95%, 1,27 – 1,76).

“Nossos dados indicam que o parto cesariano é um fator de risco independente para o acidente vascular encefálico”, relata o autor. As limitações deste estudo incluem falta de dados clínicos, tais como tabagismo, consumo de álcool, valores de índice de massa corporal e diagnósticos de acidente vascular encefálico totalmente baseados em declarações.

“Com base nesses resultados, uma redução nos índices de parto cesariano deve ser benéfica para a prevenção do AVE, enquanto o parto vaginal deve ser estimulado”, concluem os autores.


Fonte: Medcenter

segunda-feira, 5 de maio de 2008

NOVO COFEN VEICULA CAMPANHA EM MÍDIA NACIONAL


Com o objetivo de resgatar a finalidade das ações da Autarquia Federal e a valorização profissional, o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) veicula uma campanha de mídia nacional, em jornais, TVs e revistas de grande circulação, neste dia 12, data comemorativa ao dia dos profissionais da enfermagem.

A campanha televisiva será veiculada somente no dia 12 pela Rede Globo (no intervalo dos programas Ana Maria Braga, Jornal Hoje e no intervalo das novelas das sete e oito), pelo SBT (intervalo do jornal) e Record (intervalo da novela das sete e meia). O filme destaca a forma humana com que devota ao trabalho cada profissional e ressalta o compromisso da Autarquia com a categoria.

No jornal Folha de São Paulo, Folha da Tarde, O Estadão, O Globo, Jornal do Brasil e Correio Brasiliense será veiculado uma página alusivo ao dia, mas reafirmando o compromisso do novo COFEN com a transparência em suas ações, além da valorização e humanização dos trabalhadores no exercício da profissão.

A mesma campanha também será veiculada pelas revistas Veja, Isto É, Época, Carta Capital e Caras.

A campanha alcança cada Estado, fortalecendo os CORENs, pois serão colocados outdoors com as mesmas mensagem voltadas a nova realidade por que passa o COFEN.De acordo com Manoel Carlos Néri, presidente do COFEN, está é a primeira de uma série de campanha voltada à valorização dos profissionais da enfermagem brasileira, mas, sobretudo, no resgate ao respeito à Autarquia.

Fontes: ASCOM\COFEN

terça-feira, 29 de abril de 2008

Os antipsicóticos podem aumentar o risco de pneumonia em idosos


De acordo com os resultados de um estudo caso-controle aninhado publicado no volume de abril do Journal of the American Geriatrics Society, pacientes idosos que fazem uso de antipsicóticos apresentam um risco aumentado para pneumonia, principalmente com medicações atípicas.

Dra. Wilma Knol, da University Medical Center Utrecht, na Holanda, relatou que, apesar de serem freqüentemente prescritos, os antipsicóticos geralmente causam uma série de efeitos colaterais especialmente em idosos. Em abril de 2005, o Food and Drug Administration (FDA) publicou um alerta contra o uso de antipsicóticos atípicos no tratamento de transtornos comportamentais em idosos com demência, baseado nos resultados de uma metanálise com 17 estudos placebo-controlados usando vários antipsicóticos atípicos.

O objetivo desse estudo, com base em dados de um banco que coleta informações de altas hospitalares e farmácias comunitárias, foi determinar a relação entre drogas antipsicóticas e o risco de pneumonia em idosos.

Nessa coorte com 22.944 pacientes idosos com pelo menos uma prescrição antipsicótica, houve 543 casos de admissão hospitalar por pneumonia. Cada paciente com pneumonia foi comparado com quatro pacientes-controle randomizados. O uso de drogas antipsicóticas no ano anterior ao ano índice foi classificado como atual, recente, antigo ou inexistente (definido como nenhuma prescrição para antipsicóticos no ano anterior à data índice).

Uma análise multivariada com regressão logística permitiu a determinação da força de associação entre o uso de drogas antipsicóticas e o desenvolvimento de pneumonia.

O risco para pneumonia aumentou 60% com o uso atual de antipsicóticos (odds ratio ajustado [OR], 1,6; intervalo de confiança de 95% [IC], 1,3 – 2,1). O risco foi maior durante a primeira semana após o tratamento com um antipsicótico (OR ajustado, 4,5; 95% IC, 2,8 – 7,3). Após a exclusão de pacientes com delírio, a associação observada persistiu.

Comparados com pacientes tratados com agentes antipsicóticos convencionais, os usuários atuais de drogas atípicas apresentaram um risco maior de desenvolver pneumonia (OR ajustado, 3,1; 95% IC, 1,9 – 5,1 versus OR, 1,5; 95% IC, 1,2 – 1,9). Não foi observada nenhuma relação com a dose.

Segundo os autores, o uso de antipsicóticos em idosos é associado a um risco aumentado de desenvolver pneumonia. Esse risco é maior imediatamente em seguida ao início do tratamento, principalmente, com antipsicóticos atípicos.

As limitações do estudo incluem desenho observacional, impossibilidade de excluir pneumonia pré-existente ao início do tratamento com antipsicóticos, presença de demência, falta de dados diagnósticos psiquiátricos, possíveis diagnósticos falso-negativos e impossibilidade de revisão dos prontuários.

Os autores esclarecem que não devemos superestimar a droga como uma causa potencial de pneumonia, no entanto, os pacientes devem ser monitorados para a ocorrência de problemas de deglutição após o uso de sedativos e deve ser avaliado o risco-benefício do uso da droga.

Fonte: Medcenter

Mulheres com enxaquecas têm maior risco de derrames e infartos


Crises semanais parecem estar ligadas a mais chances de se ter um acidente cerebral.

Freqüência menor nos eventos, no entanto, aumentaria risco de ataques cardíacos.

É um típico caso de “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Mulheres com enxaquecas semanais têm um risco maior de ter um derrame. E aquelas que têm a doença, mas crises menos freqüentes, têm maiores chances de ter um infarto. Quem afirma é um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos durante a Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, em Chicago.

“Parece haver um elo claro entre a freqüência dos eventos e o risco cardiovascular”, afirmou o neurologista Tobias Kurth, da Escola de Medicina de Harvard, autor do estudo. “Mas apenas entre aquelas pessoas que vêem auras durante as crises”, explica.A “aura” é um sintoma comum nas crises de enxaqueca, geralmente acompanhada de uma intensa aversão a luz. Não são todas as pessoas com a doença, no entanto, que vêem auras. E essas não parecem estar sob maior perigo. “É algo diretamente ligado à enxaqueca com aura, que não vemos nos demais pacientes”, garantiu Kurth.

É exatamente por isso que o médico acredita que o problema está ligado à doença em si, e não à medicação. “Os remédios contra enxaqueca são os mesmos, independente da presença de aura. Se fosse o medicamento, todos as pacientes teriam o mesmo risco”, disse ele.

Kurth e sua equipe acompanharam por 12 anos 27.798 mulheres, todas profissionais da área da saúde com 45 anos ou mais. Nenhuma delas tinha qualquer doença cardiovascular no início do estudo, mas 3568 tinham enxaqueca – 65% delas com crises menos de uma vez ao mês; 30% com eventos mensais e 5% com dores semanais. Durante os 12 anos, houve 706 acidentes vasculares cerebrais (AVCs), 305 infartos e 310 derrames.

As mulheres que tinham enxaquecas semanais, de acordo com o cientista, tinham três vezes mais chances de ter um derrame. As que tinham menos de uma crise por mês, no entanto, tinham uma vez e meia a mais chance de ter um infarto.

O neurologista pretende agora tentar descobrir se medicar a enxaqueca reduz o risco cardiovascular. “Pode ser que sim, mas vamos precisar de mais estudos”, disse ele.

A enxaqueca é uma doença neurológica e não significa a mesma coisa que “dor de cabeça forte”. Embora as dores sejam o sintoma mais característico do problema, há outros fatores envolvidos que precisam ser tratados por um neurologista.

Marília Juste

Fonte: G1 21/04

domingo, 20 de abril de 2008

PRESIDENTE DO COFEN PARTICIPA DE SEMINÁRIO INTERNACIONAL DA ABEN


Encontro aconteceu de 17 a 19 de abril, em Curitiba, Paraná.

O Presidente do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), Manoel Carlos Néri da Silva, participou do 2º Seminário Internacional sobre Trabalho na Enfermagem, realizado de 17 a 19 de abril, no Hotel Bourbon, em Curitiba, Paraná. A convite da Presidente da ABEn, Maria Goretti, o dirigente da autarquia integrou a mesa de abertura do evento, que contou com a presença de cerca de 400 pessoas. Durante seu discurso, ele falou sobre as recentes ações desenvolvidas pela sua gestão, iniciada em outubro de 2007.

Uma das mais importantes, afirmou o Presidente, foi a mudança da sede do COFEN, do Rio de Janeiro para Brasília, iniciada neste mês. “Assim que tomamos posse nos debruçamos para tornar realidade nossa atuação no Distrito Federal. Hoje, digo com orgulho que compramos um imóvel na Asa Norte, onde hoje já atuam a Presidência e algumas assessorias. Os demais colaboradores estão em fase de transferência”, comemorou. De acordo com Manoel Néri, Conselho deveria estar no DF há muito tempo: a Lei 5.905/73, que cria o Sistema COFEN/CORENs, exige que sua sede seja na Capital Federal.

Manoel Néri falou também sobre recente compromisso firmado com Maria Goretti. “Em nossa primeira reunião fui cobrado publicamente e assumimos um compromisso de levar a julgamento ético aqueles que dilapidaram o patrimônio do Sistema COFEN/CORENs”.

No seminário, duas representantes da ABEn entregaram, ao Presidente do Conselho, um ofício solicitando abertura de processo ético, com as assinaturas de Maria Goretti e da Presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros, Silvia Fernanda Martins Casagrande,. “Não vamos desistir da apuração e da punição dos mandantes e assassinos dos colegas Marcos e Edma Valadão. Então contamos com o apoio das lideranças e dos profissionais nesta iniciativa”, afirmou a Presidente da ABEn.

Maria Goretti falou também sobre a retomada dos diálogos entre o Conselho e a Associação, após 15 anos de divergências. “Com o COFEN queremos uma agenda mínima que promova o resgate da credibilidade e da competência da autarquia, a fim de fortalecer as nossas ações em prol da Enfermagem”, disse a dirigente da ABEn.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Conselho Federal de Enfermagem

CTBEP PROMOVERÁ II ENCONTRO - RJ: PENSANDO E REPENSANDO O BEM-ESTAR DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM

Evento ocorrerá no dia 30 de maio próximo, no auditório do COFEN

A Câmara Técnica de Bem-Estar Profissional (CTBEP) do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) promoverá o II Encontro - RJ: Pensando e Repensando o Bem-Estar do Profissional de Enfermagem. Será no dia 30 de maio de 2008, das 9h às 13h, no auditório da autarquia, na Glória, Rio de Janeiro.

No encontro, ocorrerão duas palestras: “Aspectos Legais Relativos ao Ambiente de Trabalho” e “Riscos Ambientais”. O objetivo é gerar subsídios para a Enfermagem que proporcionem discussões pelo desenvolvimento profissional nos ambientes de trabalho. Participarão do evento chefias de entidades ligadas à classe.

Para o Presidente do COFEN, Manoel Carlos Néri da Silva, encontros como esse permitem a ampliação do debate. “Por meio da iniciativa da Câmara Técnica, poderemos avançar na busca por dois dos nossos principais intuitos: a valorização e o respeito aos profissionais da nossa área”, afirmou.

Neste link você saberá sobre a programação completa do evento:

http://www.portalcofen.gov.br/2007/materias.asp?ArticleID=7617&sectionID=38

Fonte: Assessoria de Comunicação do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN)

COFEN RESTABELECE DEMOCRACIA NO PROCESSO ELEITORAL DO COREN-CE

A Procuradoria Geral do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) obteve nesta quarta-feira, dia 16 de abril, uma medida judicial suspendendo os efeitos da liminar concedida nos Autos de Mandado de Segurança impetrado pela Chapa 1 do COREN-CE, concorrente ao plenário do Regional. Na ação, os integrantes da chapa determinavam a republicação do edital nº 02, que excluía todos os demais participantes da eleição.

Ivo Aguiar Lopes Borges, Procurador Geral do COFEN, afirmou que a decisão da juíza da 7ª Vara Federal, Salete Maccaloz, foi bastante equivocada. “No mérito do Mandado de Segurança, os impetrantes alegavam apenas questões formais facilmente sanáveis. Com a concessão desta medida, fica restabelecido o processo eleitoral no COREN/CE com a participação de duas chapas, permitindo à Enfermagem cearense a opção de escolha. A partir de agora, que vença a melhor”, destacou o Procurador.

O Presidente do COFEN, Manoel Carlos Néri da Silva, ressaltou que a medida judicial obtida pela autarquia federal, ainda que não seja em caráter definitivo, restaura o processo eleitoral no COREN-CE e reforça a política democrática e transparente conduzida pela atual gestão, que privilegia a ampla participação dos profissionais da Enfermagem na condução de seus Conselhos Regionais.

Manoel Néri garantiu ainda que o processo eleitoral respeita a Resolução COFEN nº 209/98, que contém diversos dispositivos obscuros. “É fruto de políticas de outrora que dificultam a participação dos membros da categoria nas disputas pelos plenários. Não são filigranas jurídicas que vão matar o sonho da Enfermagem de possuir um Conselho forte, transparente e democrático ao lado dos Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem, pela melhoria da atuação do profissional”, concluiu.
Fonte: COFEN

COFEN É RECEBIDO NA ABEn

Reunião em Brasília entre os Presidentes da ABEn e do COFEN teve como objetivo tratar assuntos de interesse da Enfermagem

O Presidente do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), Manoel Carlos Néri da Silva, solicitou uma audiência e foi atendido pela Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), Maria Goretti David Lopes, na sede da ABEn Nacional, em Brasília, na última terça-feira (11/03). A intenção do encontro proposto por Manoel Néri foi retomar o diálogo entre as duas organizações, interrompidas por divergências éticas e políticas, estabelecidas por ex-gestores do sistema COFEN/COREN's.

Maria Goretti deixou claro que a ABEn foi a principal responsável pela criação do COFEN, fazendo inclusive a indicação da primeira diretoria do órgão. "O COFEN surgiu da luta da categoria liderada pela ABEn". A conversa, na opinião de Manoel Néri, foi pautada no interesse recíproco do desenvolvimento da Enfermagem brasileira.

Maria Goretti deixou claro que o ponto de partida do diálogo é a democracia e transparência no Sistema COFEN/COREN's, e solicitou a Manoel Néri a continuidade das apurações no caso do desvio dos mais de R$ 50 milhões do COFEN, cujos processados são os ex-gestores da Autarquia. Pediu também a devida punição àqueles que contribuíram para denegrir a trajetória da profissão, voltada para a atenção à saúde da sociedade.

"A ABEn não desistirá da punição dos assassinos dos enfermeiros Marcos e Edma Valadão e daqueles que covardemente os contrataram. Tentaram calar a voz dos que lutavam pela democracia e a ética no Sistema. E a história não permite a omissão da Enfermagem brasileira neste caso", disse a Presidente da ABEn.

Por outro lado, Manoel Néri reafirmou: "continuamos colaborando com o trabalho da polícia e do Ministério Público Federal. Não podemos permitir irregularidades no órgão que fiscaliza e normatiza o exercício da profissão dos Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem". Explicou ainda que o Sistema COFEN/COREN's passa, hoje, por um processo de mudanças. Dentre elas, destacou a transferência da sede do COFEN para Brasília e a transparência no pleito eleitoral dos COREN's. "Por isso, precisamos nos unir com entidades representativas. Assim conseguiremos construir novas perspectivas para a Enfermagem", explicou ele, lembrando que o Brasil possui atualmente mais de 1 milhão de profissionais de Enfermagem.

Na opinião de Maria Goretti, é necessário respeitar as competências de cada organização. "Reaproximações como essa, entre a ABEn e o COFEN, que foi criado a partir da luta dos profissionais à época para ser o normatizador da profissão, estimulam o desenvolvimento político da Enfermagem no país. Reiniciamos um diálogo, interrompido por desmandos e autoritarismo de quem preferia exercer um poder unipessoal e corrupto. A excelência das propostas, começando pelo cumprimento dos nove itens estabelecidos na Recomendação 002/2006, do Ministério Público Federal, poderá nos unir para um novo tempo", diz a Presidente.

Outro ponto discutido foi o Código Eleitoral, que precisa passar por modificações, para tornar as eleições do Sistema COFEN/COREN's democráticas. Maria Goretti defendeu as eleições diretas e informou-o das articulações promovidas pela ABEn para modificação da lei que ora rege o Sistema. Ela e Manoel Néri analisaram também os vários projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional, como o que pretende reduzir para 30 horas a jornada semanal de trabalho dos profissionais de Enfermagem, estabelecendo uma agenda mínima consensual para atuação com relação às matérias de interesse da categoria.
Maria Goretti David Lopes, Presidente da ABEn, e Manoel Carlos Néri da Silva, Presidente do COFEN.




Manoel Néri e Maria Goretti, durante a reunião na sede da ABEn Nacional, em Brasília.


Fonte: COFEN

domingo, 13 de abril de 2008

Dengue migra com força para o interior do Rio

Apesar do Rio continuar como líder absoluto de notificações de dengue, o interior do Estado também vem sofrendo com a doença. Angra dos Reis é um dos municípios que mais preocupa as autoridades depois de uma explosão de 353% no número de casos, quando comparado aos meses de fevereiro e março. Campos dos Goytacazes, no norte do Estado, também preocupa com um aumento de 86% de notificações da doença.

A prefeitura de Angra dos Reis já confirmou três mortes da doença, mas investiga ainda outras seis vítimas suspeitas de terem contraído o vírus do Aedes aegypiti. A escalada da doença é visível, segundo os números divulgados pelo governo do Estado. Em janeiro, o município registrou 274 casos, em fevereiro outros 848 e, no mês seguinte, a epidemia explodiu na cidade com 3.839 notificações ¿ um aumento de 353% nas notificações.

Prefeitura nega
A prefeitura de Angra dos Reis, porém, defende que a situação do município não é tão grave quanto aparenta. De acordo com o coordenador da Vigilância Entomológica da Secretaria Municipal de Saúde, Leonardo de Freitas, o município já observa uma redução de 50% no número de casos até ontem. O Estado, porém, confirmou até o dia 9 deste mês 196 notificações em Angra uma média de 22 por dia.

"Temos, atualmente, 5.124 notificações, mas desse total apenas 486 pessoas confirmaram de fato serem vítimas de dengue", garante Leonardo. "A expectativa para este mês é de queda nos números."

Segundo Leonardo, a epidemia em Angra está concentrada na região conhecida como Grande Japuíba, área que cresceu desordenadamente nos últimos anos, onde vivem cerca de 35 mil pessoas. Segundo ele, 70% das caixas d¿água não tinham tampas.

"Temos ainda um clima atípico, com chuvas à noite e calor forte durante o dia", justifica o secretário de Saúde.

No interior, outro município que instiga preocupações é Campos dos Goytacazes, no norte do Estado. A cidade já registrou quatro mortes por dengue neste ano e, de fevereiro para março, teve um aumento de 86% nas notificações da doença.

Em janeiro, o município registrou 588 suspeitas de dengue. Em fevereiro, o número subiu para 948 e, no mês seguinte, quase sobrou com 1761 notificações da doença.

Fonte: JB Online

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Método revolucionário acaba com o choro e prolonga o sono dos bebês


Segundo o doutor Harvey Karp, a criança precisa ser embrulhada e colocada de lado.

Técnica conquistou a confiança de Madonna e do ex-007 Pierce Brosnan

Surge um método revolucionário para acabar com o choro e prolongar o sono dos bebês. Segundo o doutor Harvey Karp, a criança precisa ser embrulhada e colocada de lado. Depois, os pais devem fazer barulho. A técnica conquistou a confiança de Madonna, do ex-007 Pierce Brosnan e até do governo americano, que a adotou em creches públicas.

“Os pais costumam pensar que o bebê chora, porque tem cólica. Mas esse é um grande erro. Eles choram”, diz o médico. “Simplesmente porque não sabemos dar a eles o que eles querem”.

Segundo Harvey Karp, os bebês querem que os pais sigam este método. Primeiro, enrolar o recém-nascido em um cobertor, como se fosse um embrulho para presente mesmo. O doutor Karp explica que o bebê pode até resistir, mas logo acaba aceitando e dormindo.

Às vezes, só embrulhar não resolve. E aí vem o segundo passo: colocar o bebê de lado. "É como um reflexo", ele explica. Se o bebê resistir, o doutor recomenda fazer um chiado forte no ouvido dele. Funciona até com um secador de cabelo, sem chegar muito perto.

A explicação para o impressionante resultado obtido por esse método é simples. Ao enrolar o bebê, balançar e fazer um ruído alto e constante no ouvido dele, os pais estão simulando um ambiente bastante conhecido, onde ele vivia apenas algumas semanas antes. Afinal, poucos lugares são tão apertados e barulhentos como o útero materno.

A técnica para fazer o bebê parar de chorar já chegou ao Brasil. A sala da especialista em cuidados com o recém-nascido Stéphanie Sapi-Lignieres está sempre lotada. São os pais de primeira viagem ansiosos por saber como funciona a fórmula do sossego.

“O bebê, quando está dentro do útero, fica em uma posição que adora. A gente olha e pensa que é horrível, mas não deve ser, porque o bebê adora. Quando ele nasce, a gente quer deixar ele solto. Se ele ficar solto, ele chora. Ele fica apavorado e se debatendo, tentando encontrar o limite do útero”, explica a monitora perinatal.

“A gente faz esse procedimento e ela realmente pára e se acalma”, constata a funcionária pública Érica Guedes.

A engenheira Sandra Corrêa, mãe de Joaquim, chegou a ficar na dúvida. Achou que a técnica deixava o filho com mais calor. Resolveu tirar tudo. “Mas não deu muito certo e voltei para o embrulhinho. Procurei tecidos mais leves”, conta ela.

Grávida, a mãe embalava o bebê ao caminhar. Agora ele quer balançar. “É um balançar vertical e suave, não é chacoalhar. Chacoalhar o bebê pode ser até perigoso”, alerta Stéphanie Sapi-Lignieres.

Fonte: G1

Bebês prematuros têm quatro vezes mais chances de adquirir pneumonia e meningite


É preciso alertar os pais para a possibilidade de vacinação gratuita na prevenção das doenças pneumocócicas já no segundo mês de vida para esses casos" Segundo a infectologista Rosana Richtmann, do Hospital Emílio Ribas, bebês prematuros têm quatro vezes mais chances de ter doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. Nesses casos, crianças podem tomar gratuitamente vacina que previne o problema.

Bebês prematuros (que nascem com menos de 35 semanas de gestação) têm quatro vezes mais chances de ter as chamadas doenças pneumocócicas, que incluem a meningite e a pneumonia. A informação é da infectologista Rosana Richtmann, do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo. Segundo ela, é preciso alertar os pais para a possibilidade de vacinação gratuita na prevenção das doenças pneumocócicas já no segundo mês de vida para esses casos.

Meningite pneumocócica é a mais letal

"A partir do segundo mês de vida, esses bebês têm direito a tomar gratuitamente a vacina que previne o problema", explica Rosana. "Mas nem sempre os pais são informados disso ao deixar a maternidade e muitos nem sabem da importância dessa vacina, já que a meningite pneumocócica é a mais letal das meningites", alerta. Desde o ano passado, o acesso à vacina pneumocócica conjugada 7-valente, única no mercado para a prevenção das doenças pneumocócicas, foi aumentado de crianças nascidas a partir de 29 semanas para todos os bebês com menos de 35 semanas de nascimento.

Os pais podem encontrar a vacina pneumocócica conjugada 7-valente nos 39 CRIE (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais) espalhados pelo país.

"Além de crianças prematuras, bebês com síndrome de Down, asma grave, entre outros, também poderão tomar gratuitamente a vacina", lembra Rosana.

"O bebê prematuro também tem um calendário especial de vacinação que pode ser encontrado no site da Sociedade Brasileira de Imunizações", conclui.

O que diz a OMS?

A Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de divulgar um novo parâmetro com as doenças consideradas como "muito alta", "alta" e "média" prioridade em termos de saúde pública para países em desenvolvimento, caso do Brasil. Como muito alta prioridade, apenas a malária e as doenças pneumocócicas foram classificadas pela OMS, na frente de doenças como a dengue as meningites A e C.

A Organização Mundial de Saúde recomenda atualmente que todos os países incluam a vacina pneumocócica conjugada 7-valente em seus calendários de imunização, caso do Ministério da Saúde.

No Brasil, a vacina já consta dos calendários da Sociedade Brasileira de Pediatria e Sociedade Brasileira de Imunizações. Veja os novos parâmetros da OMS:

Muito alta prioridade

Doenças Pneumocócicas
Malária
Alta prioridade

Dengue
Influenza
Meningites A e C

Média prioridade
Meningite B

Fonte: UOL

domingo, 2 de março de 2008

Dúvidas !


Meus caros amigos e amigas !

Algumas pessoas me perguntaram sobre alguns assuntos e respondi como forma de comentário em cada postagem. Quem me perguntou sobre a vacina de febre amarela na gestação e sobre o 11º CBCENF já respondi no próprio tópico e espero que eu tenha ajudado.

E também agradeço as pessoas que elogiaram o meu blog.

Um ótimo domingo a todos !!!

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Tratamento contra Aids não atinge a todos e é tardio, diz Ministério da Saúde


De 2003 a 2006, 43,7% dos infectados chegaram ao SUS com deficiência grave.

Acesso tardio acontece com mais frequência em homens e com maior idade.

O Ministério da Saúde informou nesta quinta-feira (14), por meio de relatório de acompanhamento da Aids, que nem todos os portadores do vírus no Brasil buscam acesso ao tratamento médico e diz ainda que, entre aqueles que buscam, grande parte o faz de forma "tardia". O início tardio do tratamento dificulta a obtenção de sucesso no combate à doença.

O Ministério da Saúde informa também que o tratamento está disponível, mas admite que a realização dos testes anti-HIV, embora esteja crescendo como um todo, pode ser um pouco mais difícil em algumas regiões do país. "Há um esforço grande para facilitar o acesso aos testes", disse Mariângela Simão, diretora do Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde.

Números

Em 2006, o Ministério da Saúde estimou que 220 mil pacientes, acima de 15 anos de idade, estavam sendo acompanhados nos serviços públicos de saúde de todo o país, o equivalente a 36,67% da estimativa de 600 mil pessoas infectadas pelo HIV no Brasil (0,6% da população entre 15 e 49 anos). Os números estão no relatório "Ungass: resposta brasileira à epidemia de Aids 2005-2007".

Do universo de 220 mil pacientes em tratamento, segundo o governo, 187,2 mil (83,8%) estavam fazendo uso de medicamentos ARV [anti-retrovirais]. O número de novos pacientes acompanhados nos serviços de saúde, entre os anos de 2003 e 2006, apresentou uma taxa de crescimento de 38,73%. "Chama atenção, entretanto, que o número de novos pacientes vem reduzindo ano a ano, em uma proporção de 9,32%", acrescenta o relatório.

Tendo por base estes dados, o Ministério da Saúde concluiu que o início do tratamento é "tardio" e tem-se caracterizado por pessoas que chegam aos serviços de saúde apresentando "deficiência imunológica grave".

"Essa situação, entre os anos de 2003 e 2006, ocorreu em uma proporção de 43,7%, o que representa 50,3 mil, de um universo de 115,4 mil pessoas que iniciaram o seguimento clínico no período", diz o documento. Dos 50,3 mil pacientes que buscaram tratamento tardio, 14,4 mil morreram. O Ministério estima que, das 11 mil mortes anuais registradas por conta do vírus da Aids, 3,6 mil acontecem pela detecção tardia da doença.

Causas e recomendações

Segundo Mariângela Simão, o início tardio do tratamento pode ser provocado por fatores como dificuldade de acesso ao diagnóstico; de atendimento nos serviços, e, também, pela falta de percepção da população que não se vê em risco e que não busca o teste espontaneamente.

Ela recomendou que as pessoas usem camisinha e explicou que devem buscar o teste caso se coloquem em posição de risco, ou seja, façam sexo sem a proteção. "As pessoas têm que ter posição pró-ativa", disse ela, acrescentando que o profissional de Saúde também tem um papel importante na detecção da doença. Ou seja, deve indicar o teste caso perceba indicações.

Perfil

Segundo o Ministério da Saúde, o fato de ser mulher e jovem, indica a maior probabilidade de se chegar ao serviço para o início de tratamento de "forma oportuna", ou seja, pouco tempo após a doença ser detectada.

"Entre todos os grupos analisados, as pessoas entre 15 e 19 anos foram as que apresentaram a maior proporção de início de seguimento em momento oportuno, com uma taxa de 83,8%", diz o texto.

Por outro lado, os dados mostram que o "acesso tardio" aos serviços, caracterizado por um "comprometimento importante do quadro clínico e imunológico", ocorre com maior freqüência em pessoas do sexo masculino e com o aumento da idade.

"Pessoas com mais de 60 anos, por exemplo, apresentaram uma maior probabilidade de chegar tardiamente aos serviços na ordem de 6,95 vezes, quando comparados àqueles com idade entre 15 e 19 anos", concluiu o Ministério da Saúde.

Em relação às características geográficas, as maiores proporções de início de seguimento clínico tardio ocorreram nas regiões Norte (53,3%) e Centro-Oeste (46,7%) e nos municípios com menor população, especialmente abaixo de 500 mil habitantes, acrescenta o relatório Ungass.

Fonte: G1